Uma das dificuldades muito comuns em vários alunos está na compreensão
do texto, ou seja na compreensão do que lê. Esta questão nos remete ao ensino
da leitura e da escrita.
Apoiada em Délia Lerner:
Formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam
“decifrar” o sistema de escrita.
Formar pessoas desejosas de embrenhar-se em outros mundos possíveis que a
literatura nos oferece, dispostas a identificar-se com o semelhante ou
solidarizar-se com o diferente e capazes de apreciar a qualidade
literária.
Orientar as ações para a formação de escritores, de pessoas que saibam
comunicar-se por escrito com os demais e com elas mesmas, em vez de continuar
“fabricando” sujeitos quase ágrafos...
Conseguir que os alunos cheguem a ser produtores de língua escrita, conscientes
da pertinência e da importância de emitir certo tipo de mensagem em determinado
tipo de situação social, em vez de se treinar unicamente como “copistas”...
Conseguir que a escrita deixe de ser na escola somente um objeto de avaliação,
para se constituir realmente num objeto de ensino...
Promover a descoberta e a utilização da escrita como instrumento de reflexão
sobre o próprio pensamento, como recurso insubstituível para organizar e
reorganizar o próprio conhecimento...